As empresas de tecnologia estão descobrindo um novo, e promissor, mercado no serviço de mensagens curtas (SMS) no Brasil, o de broker. O serviço, já bastante disseminado no meio corporativo, começa a ter a adesão do setor público, e envolve duas frentes: o desenvolvimento de plataformas para gerenciar o envio de mensagens e a operação em si, etapa em que a empresa faz a intermediação entre o mercado corporativo (ou órgão governamental) e as operadoras celulares para o envio de SMS.
A principal vantagem de contratar um broker para enviar um grande volume de mensagens é que essas empresas conseguem mandar SMS para qualquer usuário, independente da operadora que ele usa. “Nós nos integramos com todas as operadoras e oferecemos para o cliente corporativo uma ferramenta única”, conta Ivan Mendes, engenheiro de telecomunicações da Siscomp, empresa que surgiu em 97, como prestadora de serviços em telecomunicações e, no ano passado, descobriu no SMS uma nova oportunidade de negócios.
Além do setor corporativo, a Siscomp participou de pilotos no Incor e no Poupatempo, e está em negociação com a Prefeitura do Rio de Janeiro para o envio de SMS. Também a SupportComm, empresa focada em soluções de convergência para telefonia celular, investiu para ser um broker. “Percebemos essa tendência e criamos uma linha de negócios voltada ao envio de SMS”, conta Alberto Leite, presidente da SuportComm.
Já há, também, no mercado, empresas que surgiram exclusivamente para ser broker, caso da Bewireless. Criada em 2001, a empresa tem uma base de quase 500 clientes no setor corporativo e começa a prestar serviços no setor público. Segundo João Carlos Félix, gerente de negócios, a empresa venceu licitação no STJ para o envio de SMS e está participando de projetos-piloto no governo de São Paulo.
