A Saatchi & Saatchi Austrália desenvolveu uma ação interessante para a ONU, uma campanha que utiliza mídia externa com mobile marketing - MMS.
Para ouvir as histórias dos personagens dos cartazes, as pessoas eram convidadas a fotografar com o celular a boca da pessoa e enviar a foto, via MMS, para um número específico. Uma chamada retornava com o áudio correspondente à peça fotografada.
Mais de 35 mil pessoas ouviram as histórias ao longo de duas semanas de divulgação.
Alguns leitores (Anderson Martins e Sônia Silva mais precisamente) do blog me perguntaram sobre eventuais questões éticas e legais do uso do mobile marketing, e já que acredito que esta seja uma dúvida de muitos, além do código de conduta da MMA - uma dica que dou é que consultem o artigo Os aspectos legais do mobile marketing, da advogada especialista em Direito Digital - Patrícia Peck, publicado no site Webinsider.
Abaixo segue algumas partes da matéria:
A mobilidade é a grande fronteira da sociedade atual. Há três leis de tecnologia que explicam a realidade em que vivemos. A primeira é a Lei de Moore, que introduziu o poder do processamento. A segunda é a Lei de Metcalfe, que permitiu a criação do padrão ethernet e, assim, colocou todos nós em rede. E a terceira é a Lei de Maxwell, que trouxe a mobilidade.
Mas, o que significa a mobilidade dentro de um cenário de oportunidades de negócios, em que há dois fenômenos: o da portabilidade, que já chega a 80 gigabytes com um minúsculo iPod; e o de estar online de qualquer lugar, a qualquer tempo?
Mobilidade não é uma tendência, é uma necessidade. E como tal, irá invadir as empresas, assim como já ocorreu com os emails, com a internet, com os computadores.
Saber usar adequadamente é questão de diferencial do próprio negócio. Quem souber fazer melhor, poderá criar “Pocket Brands”, ou melhor, as marcas favoritas, que levamos no bolso.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro estuda um meio de coibir envio de SMS de cunho eleitoral. Para isso, o juiz Luiz Márcio Pereira, coordenador da fiscalização de propaganda no estado, se reuniu com as operadoras de telefonia celular. Representantes da Tim, Vivo, Claro, Oi e Nextel discutiram a viabilidade técnica de uma possível restrição ao envio de mensagem pela internet aos telefones celulares.
O coordenador deixou claro, no entanto, que a limitação não surtirá efeito desejado se ocorrer apenas em âmbito estadual. “A idéia é levar o assunto ao Tribunal Superior Eleitoral, pois só com uma atuação nacional iremos coibir o envio de torpedos de cunho eleitoral”, esclareceu o juiz.
Este foi o segundo encontro com as operadoras, que tem por objetivo evitar situações como a que sofreu uma candidata à senadora na última eleição, quando foram enviados torpedos de propaganda negativa contra ela. Além de ressaltar a responsabilidade das operadoras no envio das mensagens, o juiz Luiz Márcio Pereira afirmou que a legislação é clara sobre o assunto. “A propaganda eleitoral não pode ser realizada por meio de concessionárias e permissionárias de serviço público”, reforçou o coordenador.
A linha Qualy lança neste mês a promoção Vida Qualy. Com participação interativa via SMS e internet, a ação terá como prêmio principal uma casa com cozinha equipada com eletrodomésticos da Brastemp, um Meriva zero quilômetro com seguro pago por um ano, uma viagem à Disney com direito a quatro acompanhantes e mais R$ 30 mil reais. Além deste prêmio, serão sorteados 120 eletrodomésticos.
A ação vai até o dia 14 de novembro e é válida para todo o Brasil. Para participar o consumidor deve enviar o código impresso no fundo das embalagens da linha Qualy via mensagem de texto de celular (SMS) para o número 49126 ou inscrevê-lo no site www.qualysadia.com.br.
Cheguei a ver hoje o comercial na TV que explica onde se encontra o código da promoção no lacre bem como o número do SMS - 49126.
A Mobile Marketing Association - MMA, lançou uma versão português do seu Código Global de Conduta, documento com um conjunto de princípios básicos que orientão a atuação das empresas do setor.
O objetivo é “preservar a experiência do usuário e, desta forma, prover a base para o desenvolvimento consistente de nosso mercado”.
Entra em operação hoje, ainda em versão beta para testes, a rede da operadora celular Unicel, a quarta a oferecer serviço na grande São Paulo. Comercialmente o nome escolhido foi Aeiou e a principal aposta é sua estratégia agressiva no segmento de pré-pagos, a princípio a operadora irá oferecer 35 reais de crédito para as 10 mil primeiras pessoas que reservarem um chip da operadora pelo site condicionado a uma inserção inicial de 20 reais correspondente ao valor do chip (de graça no caso).
Embora a operadora defenda que não irá subsidiar aparelhos, prática também adotada pela Oi, ela irá oferecer créditos a partir de 15 reais e sem data de vencimento para seu uso, como acontece com as outras operadoras onde o crédito expira ficando inativo até uma nova recarga. Todo o relacionamento da operadora com o cliente será feito por meio do site até mesmo a contratação do serviço.
Segundo a operadora todo crédito poderá ser resgatado em dinheiro na loja da operadora no bairro de Vila Madalena ou transferido para outra linha da aeiou. Como parte de sua estratégia agressiva estão os preços onde ligações podem chegar a 63 centavos o minuto para celulares de outras operadoras e 14 centavos por mensagem SMS também para outras operadoras. O benefício é ainda maior entre celulares da própria operadora com tarifa de 14 centavos o minuto ou mensagens SMS a 7 centavos.
Com a entrada da Aeiou e a iminente entrada da Oi, que também deve adotar política agressiva para captação de clientes, a tendência é que a maior competição no mercado traga vários benefícios para os clientes como preços mais baixos e promoções visando defender o mercado das operadoras atuais.